Comunicação e postura profissional: por que isso pesa tanto no início da enfermagem
No início da carreira, muitos profissionais de enfermagem acreditam que o reconhecimento virá apenas com o tempo ou com o domínio técnico. Embora a técnica seja indispensável, existe outro fator que pesa — e muito — desde o primeiro plantão: a comunicação.
A forma como você fala, pergunta, responde e se posiciona comunica mais do que o conteúdo da sua fala.
Por que bons profissionais passam despercebidos
Não é raro encontrar profissionais competentes que não são ouvidos, não são levados a sério ou sentem que precisam “provar” o tempo todo que sabem o que fazem.
Isso geralmente não acontece por falta de conhecimento, mas por sinais sutis de insegurança que o cérebro dos outros percebe rapidamente.
O cérebro humano avalia confiança antes de avaliar conteúdo.
O que realmente comunica segurança
Postura profissional não é falar alto, impor opinião ou fingir certeza absoluta. Segurança se comunica de forma mais simples e silenciosa.
Alguns exemplos:
- fazer perguntas objetivas, sem justificativas longas
- assumir quando não sabe algo, sem se desvalorizar
- explicar decisões com calma, não em tom defensivo
- manter coerência entre fala e ação
Quando o cérebro percebe coerência, ele reduz resistência.
O erro comum: confundir humildade com apagamento
Muitos recém-formados tentam ser humildes ao extremo e acabam se apagando. Isso gera o efeito oposto do desejado.
Humildade profissional é reconhecer limites. Apagamento é se colocar sempre abaixo, mesmo quando não é necessário.
O excesso de explicação, pedido de desculpas constante e medo de discordar são interpretados como falta de segurança — não como respeito.
Comunicação também é autocuidado
Quando o profissional não se posiciona, o corpo sente. Tensão muscular, exaustão mental e sensação de injustiça acumulada são comuns.
Comunicar-se melhor não é apenas uma habilidade social. É uma forma de reduzir desgaste emocional.
Como desenvolver essa postura aos poucos
Postura profissional não surge do dia para a noite. Ela se constrói com pequenas mudanças conscientes.
- preparar mentalmente o que precisa ser dito
- observar profissionais experientes e como se comunicam
- evitar responder no impulso
- aceitar que nem todos vão concordar — e tudo bem
O cérebro aprende postura por repetição, não por força.
Uma reflexão necessária
Você está tentando ser aceito(a) ou está aprendendo a se posicionar?
A diferença entre essas duas atitudes muda completamente a forma como você é percebido no ambiente de trabalho.
Aviso responsável: este conteúdo é educativo e não substitui treinamentos institucionais, protocolos ou supervisão técnica.
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Autoria: Adri Nunes