O Código da Prosperidade Emocional — por Adri Nunes | Coluna Oficial
Coluna O Código da Prosperidade Emocional — estética lavanda e dourado Coluna • Radar Econômico Brasil

O Código da Prosperidade Emocional — por Adri Nunes

Narrativa + técnica + método. Um espaço para ligar mente, rotina e prosperidade, com profundidade humana e responsabilidade técnica.

Apresentação

O Radar Econômico Brasil convidou Adri Nunes para assinar uma coluna que une psicanálise aplicada, saúde mental e educação financeira. Cada texto nasce de uma história real, traduzida com análise técnica e, ao final, um método prático para a vida.

Prosperidade sustentável começa na mente — e se transforma em rotina com consciência e prática.

Retrato da colunista Adri Nunes
Adri Nunes
Diretora da APAE e presidente do CMDCA de Urupá (RO). Técnica em Enfermagem (ênfase em Saúde Mental). Passagens por Relações Internacionais, Comércio Exterior e Gestão Financeira (conclusão em 2025).
Conteúdo original e assinado por Adri Nunes

Leituras de estreia

Como ler esta coluna

Cada capítulo une três camadas: história, análise técnica e aplicação prática. O objetivo é oferecer uma ponte entre emoção e decisão.

Nota editorial: indicações são sempre discretas, com miniaturas e objetivo educativo.

Créditos: Coluna editorial do Radar Econômico Brasil.

Conteúdo assinado por Adri Nunes — diretora da APAE e presidente do CMDCA de Urupá. Técnica em Enfermagem (saúde mental). Passagens por RI, Comex e Gestão Financeira.

Capítulo 1 — Onde Tudo Começa | O Código da Prosperidade Emocional
Capa do capítulo 1 da coluna O Código da Prosperidade Emocional — cena ao amanhecer, mesa de caderno e olhar para o futuro Capítulo 1 • Estreia da Coluna

Onde Tudo Começa

Do primeiro sinal de bloqueio à decisão de vigiar pensamentos — o ponto de partida de uma vida emocional que sustenta cada escolha financeira.

Eu sempre quis ter meu próprio dinheiro. Ainda criança, no sítio, transformei um pacotinho de suco em geladinho para vender no mercadinho do meu tio. Deu certo. Depois vieram as caixas na bicicleta, a feira improvisada, os catálogos. A vontade de prosperar me acompanhou — mas, por muito tempo, o dinheiro não permanecia nas minhas mãos.

Com o tempo entendi que havia um padrão emocional ali — uma mistura de pressa, cobrança e medo de não ser suficiente. O bloqueio não era sobre saber fazer; era sobre conseguir sustentar o que eu fazia. Foi quando a psicanálise entrou como lente e a disciplina diária como método.

Decisão simples que mudou tudo: vigiar pensamentos, nomear emoções e praticar pequenos atos de ordem — todo dia, mesmo quando ninguém estivesse vendo.

Neste primeiro capítulo eu abro a porta do início real: o instante em que a gente reconhece o bloqueio, assume autoria da própria história e começa a reconstruir — de dentro para fora.

Imagem editorial da série — rotina, caderno e luz da manhã

O método de 3 passos que me tirou da paralisia

1) Consciência nomeada. Acordar, respirar, nomear: “Ansiedade”, “pressa”, “exigência”. Quando tem nome, tem limite.

2) Ato pequeno e concreto. Cama feita, água bebida, 10 linhas no caderno. É pouco? É método. Consistência vence intensidade.

3) Uma decisão financeira simples por dia. Revisar um gasto, negociar um boleto, guardar um valor simbólico. É menos sobre valor e mais sobre direção.

“Não existe finança saudável em mente adoecida. O dinheiro só permanece onde existe serenidade para decidir.”
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Para guardar de hoje

  • Todo bloqueio tem um começo — e toda virada também.
  • Consciência + ato pequeno + decisão financeira simples = direção.
  • Prosperidade emocional é construção diária, não sorte.
Créditos editoriais: Coluna O Código da Prosperidade Emocional, por Adri Nunes — Radar Econômico Brasil. Estética lavanda + dourado com foco em legibilidade e design editorial.

O Inconsciente Financeiro — Como os bloqueios com o dinheiro se formam e como libertar-se deles

Coluna O Código da Prosperidade Emocional — por Adri Nunes | Radar Econômico Brasil

Imagem editorial representando introspecção e prosperidade

Ontem eu perguntei à minha mãe como eu era quando criança. Ela disse: “Você sempre fazia mais do que te pediam. Limpava, organizava, trocava os móveis de lugar. Sensível, chorava por pouco — mas queria entregar o melhor.” Essa lembrança abriu uma porta: percebi como, muito cedo, eu associei valor ao fazer a mais. Em psicanálise, esse é um dos pontos de origem dos nossos roteiros silenciosos com o dinheiro: a sensação de que “só mereço quando me esforço além do combinado”.

O capítulo de hoje aprofunda justamente isso. Vamos entender como o bloqueio financeiro se forma no inconsciente, como ele se manifesta no cotidiano (na precificação, na culpa de receber, na autossabotagem pós-conquista) e, o mais importante: como reprogramar a mente com exercícios simples, consistentes e humanizados. Teoria com prática, emoção com método — para você prosperar com leveza e direção.

De onde nasce o bloqueio (a origem silenciosa)

Na infância, nosso psiquismo aprende por associação. Aprovação + esforço extra = amor. Sem perceber, a criança transforma esse “contrato afetivo” em regra interna. O adulto, então, passa a repetir o script: se eu não sofrer ou me sacrificar, não mereço ganhar. Chamamos isso de introjeção — vozes antigas que viram vozes internas.

  • Introjeções familiares: “dinheiro é sujo”, “rico é ganancioso”, “não exiba conquistas”.
  • Superego punitivo: prazer e reconhecimento ativam culpa (“cobrar é feio”, “fácil demais não vale”).
  • Repetição: a psique recria a escassez para manter o roteiro conhecido (e, portanto, “seguro”).

Em termos psicanalíticos, o dinheiro funciona como objeto simbólico do merecimento: não é “apenas dinheiro”, é a tradução do nosso valor internalizado.

Como o bloqueio se manifesta (sinais práticos)

  • Desconforto ao precificar: medo de parecer “caro(a)”.
  • Gasto compensatório após receber: alívio da culpa por ter conquistado.
  • Procrastinação para vender ou aparecer: “ainda não estou pronta(o)”.
  • Humildade autossabotadora: minimizar dons, aceitar menos do que vale.
  • Fuga do simples: criar complicações para “justificar” o merecimento.

Repare no corpo: aperto no peito ao falar de preço, dor de estômago antes de enviar a proposta, cansaço repentino quando o projeto fecha. O corpo revela o contrato invisível.

Exercícios práticos: do gatilho à troca

  1. Reconheça o padrão. Durante uma semana, anote: “onde meu corpo contrai quando falo de dinheiro?”. Nomeie a emoção: culpa, vergonha, medo de julgamento.
  2. Troca de gatilho. Quando vier o pensamento automático “preciso provar para merecer”, responda conscientemente: “Meu trabalho tem valor intrínseco; eu recebo com gratidão e responsabilidade.”
  3. Carta à criança interior. Escreva: “Você não precisa fazer a mais para merecer. Você já é suficiente.” Leia por 7 dias, antes de abrir o aplicativo do banco.
  4. Ritual de pagamento com gratidão. Ao pagar contas, diga: “Eu movo prosperidade. O dinheiro circula e retorna multiplicado.”
  5. Mini-exposição ao merecimento. Escolha algo que represente autovalor — e compre sem culpa.
Elementos dourados simbolizando fluxo de valor e organização interna

Ferramenta de Reprogramação #1 — Diálogo com o Inconsciente

Passo 1: Respire por 3 minutos. Observe pensamentos, sem brigar com eles.

Passo 2: Pergunte: “De onde vem meu medo de receber?” e escreva sem censura por 5 minutos.

Passo 3: Encerramento: “Hoje eu troco provar por permitir. Eu me autorizo a prosperar.”

Periodicidade: 3x por semana, por 21 dias. Marque no calendário.

Por que isso importa

Compreender o inconsciente financeiro liberta você da herança da escassez. Quando uma mulher ressignifica sua relação com o merecimento, toda a sua rede é impactada: família, trabalho, clientes e comunidade. Prosperidade é um ato psíquico antes de ser econômico — e começa com a permissão de receber sem culpa.

Highlights

  • O dinheiro traduz o valor que você internaliza sobre si.
  • Autoexigência e escassez nascem do mesmo medo: não ser amado.
  • Reprogramar é trocar “provar” por “permitir”.
  • Rituais simples criam novos caminhos neurais — consistência vence intensidade.

O que leitoras comentaram

“Chorei lendo. Entendi por que eu sempre gastava quando as coisas davam certo.” — @luana.vidaemcura
“Comecei o diário de crenças. Em 10 dias, fechei duas propostas que eu mesma adiava.” — @carolvendas
“Parece sessão de terapia em forma de artigo. Já salvei para reler.” — @viviane.oficial

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Para guardar de hoje

  • Todo bloqueio tem um começo — e toda virada também.
  • Autoconhecimento + pequenos atos = direção financeira.
  • Prosperidade emocional é construção diária, não sorte.

Créditos editoriais: Coluna O Código da Prosperidade Emocional, por Adri Nunes — Radar Econômico Brasil.